Caminhoneiros autônomos que trabalham no Porto de Santos, voltaram a protestar nesta segunda-feira, por melhores valores dos fretes. Eles ficaram concentrados durante o dia todo em frente ao Armazém 2, do Cais do Valongo, em Santos.
A categoria, que atua no transporte de contêineres entre terminais retroportuários e o cais, decidiu suspender as atividades no Porto na última quinta-feira e só devem voltar ao trabalho após uma negociação direta com as armadoras, donas dos navios, que contratam as empresas da região para fazer o transporte dos contêineres entre os armazéns e as embarcações.
Segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres de Guarujá e Santos, José Nilton de Oliveira, em 2008 a categoria fechou um acordo com as transportadoras definindo o frete, que deixou de ser seguido por várias empresas.
Ele afirma que o serviço, por exemplo, feito entre Santos e Cubatão, a R$ 217,00 conforme o acordo, agora sai por R$ 160,00.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), Marcelo Marques da Rocha, diz que não há como definir preço “por decreto” e que os valores dependem do mercado.
Rocha afirma que a paralisação atingiu em cheio as empresas e que os autônomos extrapolaram. De acordo com ele, o clima está tenso, chegando à depredação de caminhão. A expectativa dele é que os órgãos portuários (Codesp e CAP) abram negociações, lembrando que tudo depende das armadoras, pois são elas que pagam pelo frete.
Fonte: A Tribuna On Line
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