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As três federações que representam os trabalhadores portuários de todo o País, dos Estivadores (FNE), dos Portuários (FNP) e dos Consertadores, Conferentes, Vigias e Trabalhadores de Bloco (Feccovib) promoverá na próxima semana, em Brasília, uma reunião com os presidentes dos sindicatos do setor para analisar os termos do decreto que flexibiliza as regras para abertura de portos privativos e, também, a possibilidade de deflagração de greve caso os trabalhadores sejam prejudicados com as mudanças anunciadas.
QUEIXA
Um dos motivos da insatisfação das lideranças sindicais do setor é que o decreto, que está prestes a ser publicado, foi elaborado sem a participação dos trabalhadores. Em julho, chegou a ser realizada uma paralisação de 24 horas, organizada pelas federações, mas os portuários de Santos não aderiram.
O presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, disse que a data do encontro ainda não foi definida, mas adiantou que, na oportunidade, será discutido um calendário de greve envolvendo toda a categoria portuária. `'Se o decreto for publicado por ocasião do encontro, no mesmo dia vamos iniciar a paralisação", disse o dirigente sindical da área portuária.
A preocupação da categoria é com a possibilidade de, daqui para frente, os terminais serem abertos com regras mais brandas, sem cota mínima de carga própria e sem a obrigatoriedade de operar com trabalhadores inscritos no Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo).
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