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Rachid deixa o comando da Receita Federal
De A Tribuna On-line, 31/07/2008.
Jorge Rachid deixa o comando da Secretaria da Receita Federal, um dos postos mais importantes do Ministério da Fazenda. O órgão é responsável por arrecadar impostos, por fiscalizar empresas e pessoas físicas e cobrar tributos em atraso.
No lugar de Rachid entra a superintendente regional da 4ª Região Fiscal da Receita Federal, Lina Maria Vieira, que é funcionária de carreira desde 1976, tendo sido por duas vezes secretária da Fazenda do Rio Grande do Norte. É Presidente do Fórum Fiscal dos Estados Brasileiros e já foi presidente do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) - que reúne os secretários de Fazenda dos estados brasileiros.
Jorge Rachid estava no cargo desde o início de 2003, confirmado, na ocasião, pelo ex-ministro Antonio Palocci. Rachid entrou no lugar de Everardo Maciel. A informação sobre a saída de Rachid foi publicada na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União.
A Receita Federal, entretanto, não se manifestou sobre as razões pelas quais Rachid está deixando o cargo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também não entrou em detalhes. Em curta nota à imprensa, apenas destacou os "excelentes serviços prestados ao País por Jorge Rachid, há muitos anos dirigindo a instituição".
Durante sua gestão à frente do Fisco, Rachid aumentou a arrecadação federal sistematicamente. Nos últimos anos, foram registrados recordes sucessivos de arrecadação na esteira do processo de crescimento da economia brasileira e da cobrança de impostos em atraso. Neste ano, mesmo com a perda da CPMF, a arrecadação cresce em termos reais (descontada a inflação) mais de 10%.
De 2003 a 2008, enquanto Rachid comandou o Leão, foram efetuados poucos aumentos de impostos. Os últimos deles no início deste ano, com a subida do IOF para empréstimos e da CSLL para os bancos - por conta da perda da CPMF. Entretanto, foram anunciadas várias desonerações de tributos setoriais para a cadeia produtiva e reajuste da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física. Nenhuma delas, porém, impediu o crescimento contínuo da carga tributária que, em 2006, bateu novo recorde ao somar 34,2% do Produto Interno Bruto (PIB). As informações são do G1.
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