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| Notícias |
02/07/2008
ANVISA - Paralisação dos servidores causa impactos no Porto de Santos |
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Prezados Clientes e Colaboradores,
Os importadores, exportadores e armadores que operam no Porto de Santos já sentem os reflexos da greve dos servidores da ANVISA, órgão que autoriza a atracação de navios (livre prática) e autoriza as importações de mercadorias da área da saúde, cosméticos, alimentos, farmacêuticos, de origem animal e outros produtos controlados, através de Licença de Importação (LI).
Navios
A Indaiá fez levantamento de alguns navios com carga de seus clientes que estavam sendo esperados hoje no Porto de Santos. São eles:
Ital Florida (GRIEG) : previsão de atracação hoje às 17h, não há informações de desvio.
Mizar (ZIM) : navio parado em Navegantes (Santa Catarina), não há previsão de atracação em Santos e nem de desvio.
Monte Tamaro (Aliança) : previsto para atracar em Santos hoje as 20h00, não há informações de desvio.
Santos Express (Hapag Lloyd) : navio não atracará em Santos hoje, devido falta de espaço nos terminais em consequência da greve da Anvisa, o armador está tentado modificar terminal de atracação ainda aqui em Santos ou em último caso o navio passará direto por Santos e descarregará somente na viagem Norte, não há atualmente informações concretas.
Licenças de Importação
Agência da ANVISA em Santos aceita somente processos que tratam de produtos farmacêuticos.
Imprensa
Quarta-Feira, 2 de Julho de 2008, 07:09
Paralisação impede atracação de navios
Da Redação - A Tribuna
A greve dos funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), iniciada na última segunda-feira, já alterou as operações no Porto de Santos. Desde a deflagração do movimento, mais de 20 navios deixaram de atracar no complexo portuário. Para o Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), os prejuízos são "incalculáveis".
A paralisação dos fiscais sanitários começou ainda sem os terminais e operadores portuários terem se recuperado do piquete promovido pelos caminhoneiros autônomos encerrado na última segunda-feira. Os servidores, juntos a técnicos de outras sete agências reguladoras, pedem principalmente a equiparação salarial de cargos de mesmo nível.
"Por enquanto, só conseguimos livre prática no Porto de Rio Grande (RS). Todos os outros portos aderiram à greve. Já existem 21 navios na Barra (de Santos). Os prejuízos são incalculáveis e isso (a greve) prejudica a imagem do Brasil perante ao comércio internacional porque os contratos não estão sendo cumpridos", afirmou o vice-presidente do Sindamar, José Roque, que também reclamou da frequência das greves em órgãos ligados ao setor portuário.
A livre prática é o documento expedido pela Anvisa que permite a atracação de navios nos portos brasileiros quando retornam do exterior.
Amanhã, às 10 horas, o Sindamar reunirá suas associadas para planejar uma ação coletiva contra a paralisação, pois na visão do vice-presidente da entidade, os grevistas não estão atendendo os 30% do serviço, conforme determina a lei.
FUGA
Com a greve dos fiscais sanitá- rios, os empresários portuários já temem fuga de cargas para outros portos, especialmente Buenos Aires, na Argentina, que fica próximo à costa brasileira.
Ontem, no Comitê de Logística do Porto de Santos formado por técnicos do setor, o diretor de Infra-estrutura e Serviços da Codesp, Paulino Moreira Vicente, afirmou que três navios já tinham deixado o cais santista. Entretanto, o sindicato das agências não confirmou os desvios.
Segundo o diretor-executivo do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), José dos Santos Martins, a princípio, a paralisação da Anvisa não provocou queda na movimentação das empresas que operam no porto. "Mas a tendência é que a partir de amanhã os reflexos comecem a ser sentidos", advertiu, ao revelar a proximidade de uma nova greve, a dos fiscais agropecuários, ligados ao Ministério da Agricultura.
Os profissionais agropecuários são responsáveis pela liberação das cargas de origem vegetal ou animal que entram e saem do País. Além disso, inspecionam contêineres para evitar a entrada de pragas no território nacional. Em Santos, o Serviço de Vigilância Agropecuária tem cerca de 50 fiscais.
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