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| Notícias |
27/06/2008
Caminhoneiros mantêm greve no Porto de Santos |
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Sexta-Feira, 27 de Junho de 2008
Caminhoneiros mantêm greve no Porto de Santos
Da Redação
Os caminhoneiros autônomos do Porto de Santos decidiram manter a greve iniciada na última quarta-feira. A decisão foi tomada em assembléia realizada no início da noite de ontem, em frente aos armazéns 1 e 2 do cais santista. No restante do País, a paralisação foi suspensa ao meio-dia.
Estimativa do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam) aponta que 90% dos trabalhadores aderiram à greve. Cerca de 5 mil motoristas autônomos atuam no complexo santista, sendo responsáveis por dois terços do transporte rodoviário de cargas na região.
A continuidade do movimento foi criticada pelo presidente do Sindicato das Transportadoras (Sindisan), Marcelo Marques da Rocha. Horas antes da assembléia, ao se reunir com o presidente do Sindicam, José Luiz Ribeiro Gonçalves, o representante patronal colocou a volta dos autônomos ao trabalho como condição para a reabertura das negociações.
Gonçalves, por sua vez, disse que sua resposta dependia da decisão da categoria e falaria com o Sindisan após confirmar com os trabalhadores se a greve continuaria. Diante da manutenção do protesto, Marcelo Marques da Rocha afirmou que procuraria "os verdadeiros responsáveis pelo movimento" para negociar.
Os caminhoneiros pleiteiam um reajuste de 22% no preço do frete e pedem regras mais claras para a cobrança dos valores. Queixam-se que a quantia paga atualmente é insuficiente para a manutenção de seus veículos, apesar da cobrança das autoridades para que os mantenham em dia, com o objetivo de evitar acidentes e reduzir a emissão de fumaça.
Os autônomos reclamam ainda que o aumento nos preços do óleo diesel e dos pedágios não foi repassado para o frete, mesmo sendo previsto em tabela. Há ainda empresas transportadoras, segundo eles, que não praticam os valores fechados pela categoria, o que contribui para tornar a atividade ainda mais precária.
Durante a reunião com o representante dos caminhoneiros, realizada na sede do Sindisan, os donos de empresas transportadoras mostraramse abertos à negociação, embora não tenham garantido aos autônomos que os pedidos seriam atendidos, mesmo com a volta ao trabalho. "Nós contamos com o apoio da Polícia Militar. E se essa greve continuar, vamos colocar os caminhões nas ruas", prometeu Marcelo Marques da Rocha. "Queremos continuar negociando", declarou o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Retroportuáriose das Empresas Transportadoras de Contêineres, Ramiro Marote.
Após seus associados votarem pela continuação do movimento, o presidente do Sindicam destacou que a decisão da categoria poderá colocar em risco a negociação.
Em comunicado divulgado na noite de ontem, já ciente da decisão dos caminhoneiros, o presidente do Sindisan informou que "continuará negociando para que a situação volte ao normal".
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