|
Retransmitimos matéria veiculada no jornal A Tribuna sobre a paralisação dos auditores ficais da RFB iniciada em 18 de março.
Terça-Feira, 29 de Abril de 2008, 08:38
Continuidade da greve será decidida amanhã
Da Redação A Tribuna, de Santos
Auditores federais de todo o País se reúnem amanhã, em assembléia geral, para discutir os rumos da greve da categoria, que se arrasta há 42 dias. Há chances de os servidores suspenderem o movimento temporariamente.
Os auditores reivindicam reposição salarial de 47%, voltando a ser a categoria de servidor público melhor remunerada do País. Eles defendem o aumento do piso para R$ 14,9 mil e do teto para R$ 19,9 mil.
Além da revisão do pagamento, os grevistas querem a promoção dos iniciantes para cargos superiores vagos e a reclassificação do plano de carreira. Hoje, para chegar ao patamar máximo de classificação, um iniciante precisaria ter 42 anos, ao passo que o prazo original era de 18 anos na função.
Na última sexta-feira, os fiscais fizeram uma pré-plenária, na qual ficou decidida a assembléia de amanhã. Nesse encontro, houve alguns auditores que pediram o fim do movimento.
De acordo com o diretor secretário do Sindicato Nacional dos Auditores-fiscais da Receita Federal (Unafisco), Ricardo Skaf, os associados vão votar em suas delegacias regionais qual a opção para a greve e, depois, haverá a contagem dos votos para deliberar sobre a vontade da categoria.
Na visão de Skaf, são três rumos possíveis: a manutenção da paralisação por tempo indeterminado, o início da operação-padrão nas regiões onde ainda não houve a volta parcial ao trabalho e a suspensão do movimento para demonstrar interesse na negociação.
Skaf não soube dizer qual a tendência da greve. Ele contou que os servidores estão dispostos a negociar, atitude não seria acompanhada pelo Governo Federal, o que pode prejudicar a flexibilização do movimento. ‘‘Em tudo que negociamos o Governo recuou. Só no cronograma da carreira que não. Queremos discutir porque a greve não é boa para ninguém, mas precisamos ter nossos direitos preservados’’, reclamou.
O presidente da Unafisco na Cidade, Wellington Feijó, confirmou que a assembléia local irá acontecer às 10h30, na Alfândega do Porto de Santos.
RIO DE JANEIRO
A desembargadora Vera Lúcia Lima, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, concedeu ontem liminar ao departamento jurídico da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), restabelecendo a liberação aduaneira imediata de produtos importados ou exportados pelas empresas do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sinfar), que estão retidos no Aeroporto Internacional Tom Jobim.
A medida foi tomada em razão da greve nacional dos auditores fiscais.
Em seu despacho, a juíza considerou que havia um perigo de lesão grave e de difícil reparação às empresas, uma vez que estas estavam impedidas de exercer regularmente suas atividades devido greve.
|